CIAB 2016, Dia 3: Da Macroeconomia às Arquiteturas Digitais

30 jun, 2016Notícias

Último dia da CIAB. Clima de fim de festa. Muito aprendizado e um sentimento de “queria mais”. Dia de pauta variada, que contou com a presença do Ministro da Fazenda e várias apresentações sobre arquiteturas digitais.

Sobre a macroeconomia
A manhã iniciou com a palestra do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Quem ligou a TV em qualquer telejornal ao final do dia viu um resumo de sua fala. Figura respeitadíssima do meio financeiro, com vitoriosa trajetória no BankBoston e no Banco Central, Meirelles deixou claro seu diagnóstico sobre a crise: o problema é fiscal!

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O prognóstico também foi apresentado: desvincular despesas do orçamento (especialmente saúde e educação) e enfrentar a questão da previdência social. Sua estratégia culmina com a aprovação de uma normal constitucional que congela os gastos públicos em valores nominais por 20 anos (podendo ser revistos após 10 anos). Sua visão é que o controle estrito dos gastos públicos gerará confiança na economia, reduzirá inflação, que reduzirá juros, que promoverá investimentos e crescimento, e que aumentará a arrecadação. E assim, um novo ciclo virtuoso se forma.

Fechou a apresentação decretando: “este projeto não é para um governo, mas para um país de longo prazo”.

Arquiteturas digitais
Muito havia se falado até então sobre as tecnologias no front-end, como Cognição ou Blockchain. O último dia ficou marcado pela inovação no backend, no Datacenter.

A EMC aposta em quatro pilares na evolução dos datacenters: flash, scale out, software defined (network, storage) e cloud ready. Sua proposta é agregar tais tecnologias a seus applicances mais novos: vxrail, vxrack neutrino, entre outros.

Já o Santander abriu parte das tecnologias usadas em seu datacenter tier IV. Curiosamente, adotou a estratégia inversa: open hardware e open software em quase tudo. A aposta é reduzir o custo de aquisição e operação mediante compras junto a implementadores do padrão Open Compute Project: www.opencompute.org. Enrique Sanchez ressaltou o uso de tecnologias de última geração como OpenStack, OpenCIF, Dockers, Jenkins, Kafka, Hadoop, Hive, dentre muitos outros. Tais tecnologias demandaram o recrutamento de muitos jovens que as conhecem melhor que profissionais mais experientes, em sua visão. Seu desafio agora é conseguir mover dinamicamente a carga de processamento entre sua cloud privada e clouds públicas, de forma a não ter de se dimensionar pelo pico de processamento. Ao transladar picos, pode-se reduzir substancialmente os investimentos em equipamentos próprios, buscando a otimização entre o uso de recursos internos (mais baratos, porém mais estáticos) e externos (mais caros, porém mais elásticos).

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Wanderley Baccala, CIO do Banco Original, relatou a trajetória do primeiro banco totalmente digital do país. Em sua visão, a arquitetura digital transcende a tecnologia, alcançando a forma como se escuta o cliente e como sua equipe incorpora o conceito digital. Além de criar um banco sem agências, a equipe de TI do Original tinha os seguintes objetivos estratégicos: customer centric, flexibilidade, agilidade, autonomia das áreas de produtos, eficiência operacional e escalabilidade. Sua resposta foi uma arquitetura digital baseada em omnichannel, BPM, infraestrutura e cloud services, arquitetura de aplicações, arquitetura de integrações e arquitetura da informação. Por fim, concluiu: “digital: tem que ser humilde o suficiente para ouvir o cliente, e não se faz isto sem pessoas engajadas”.

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