Futurecom 2016: O Momento da Racionalização

27 out, 2016Notícias

Lá se foram 4 dias muito intensos, tanto na esfera de conteúdo e painéis, quanto de relacionamento e discussões.

Um assunto em especial foi recorrente, com muitas pessoas questionando: a Futurecom havia diminuído? Do ponto de vista de investimento nos estandes, a redução foi visível. Mas, do ponto de vista de participação e conversas, não houve retração. Ou melhor, diria até que as discussões foram mais profundas e ricas.

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Não é novidade que as principais operadoras brasileiras estão com dificuldade para manter a sua lucratividade. Acrescente a isto a concorrência que vêm enfrentando sob novas formas, como OTTs, parcerias e concorrentes ao mesmo tempo, empresas de conteúdo e de TI que tem buscado criar suas infraestruturas próprias. Isso sem considerar a crise econômica pela qual o país vem passando que afeta todos os players do setor.

“O momento é de maior racionalização, e pede por conversas focadas em encontrar soluções efetivas e que tragam ganho de eficiência e competitividade.”

Desta forma, alguns assuntos parecem ter sido repriorizados, ou pelo menos redesenhados:

  • Tecnologia: 5G parece ser algo que todos acham importante, mas preferem aguardar um pouco. O foco ainda é fazer o rollout da rede 4G, e não há previsão orçamentária para a nova rede. Ninguém parou de olhar, mas parece não haver pressa. Soluções de virtualização ganham atenção quando prometem flexibilidade com racionalização dos investimentos.
  • Transformação Digital: as empresas estão tentando se reinventar, e todas já têm executivos para liderar a Transformação Digital. No entanto, o ponto chave é como essa transformação irá trazer ganho de eficiência operacional. Benchmarking são empresas como Facebook e Google, onde a relação entre profissionais de programação e operação é de 1 para milhões de usuários. Esse nível de eficiência e otimização requer investimentos em automação e, principalmente, de processos que reduzam a intervenção humana em cada etapa da experiência dos usuários com a empresa.
  • Abordagem: para resolver os “novos problemas”, são necessárias novas tecnologias. Assuntos como Analytics e Cognição, por exemplo, ganharam muita atenção, especialmente pela promessa de suportar a transição para a nova era digital e trazer novas abordagens para a resolução de problemas.
  • Falando dos clientes: há uma evolução consistente, levando a discussão de Qualidade de Serviço para a gestão efetiva da Experiência do Usuário. É necessário melhorar essa experiência, o que depende de rede, mas também do cuidado com cada ponto de interação com os usuários. Essa tendência é muito positiva, e tanto o mercado quanto os usuários agradecem essa tendência.
  • IoT, parte 1: conceito disruptivo amplamente discutido como habilitador de novos casos de uso e até novas indústrias, mas que ainda encontra barreiras práticas para uma adoção mais veloz. E nesse contexto, chama a atenção a busca das operadoras por um maior destaque. Não querem fornecer apenas a conectividade.
  • IoT, parte 2: há uma clara – e saudável – disputa com as concessionárias de energia pela liderança, contrapondo a infraestrutura de comunicação mais disponível das operadoras com a frente de SmartGrid e sinergia com outras utilities das concessionárias. Mas provavelmente a liderança será daquele que orquestrar melhor o ecossistema, oferecendo melhores condições para empresas e usuários. E essas empresas podem trabalhar juntas? Certamente. E a disputa, por hora, é saudável, pois estimula e acelera o desenvolvimento nesse mercado tão promissor.

Tendo em vista esse contexto, parece que a crise que enfrentamos nos últimos tempos está realmente contribuindo para uma maior racionalização, trazendo à tona discussões mais profundas sobre eficiência operacional, foco na experiência dos usuários e na ampliação de novos serviços suportados. E esse é um movimento muito positivo para o mercado como um todo.

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